Sábado, 22 de Novembro de 2008

Nike

 

          A Nike tem a sua sede em Beaverton, em Oregon. As suas instalações verdejantes perto de Portland reflectem a sua obsessão pelo desporto. A ideia de criar a empresa surgiu de um projecto de MBA de Phill Knight, enquanto este frequentava a escola de gestão de Standford. Knight acreditava que, ao importar sapatos que eram fabricados no Japão, utilizando mão-de-obra barata, poderia conquistar uma parcela da quota de mercado da Adidas. Começou então pelo atletismo. Em 1972 Knight lançou uma forte campanha com Bill Bowerman, que era treinador de atletismo na universidade de Oregon. Bowerman, então teve uma ideia melhor: produzirem eles próprios uma sola para os sapatos, vertendo um componente de borracha numa tostadeira de panquecas (waffle). A partir daqui a tecnologia de desporto nunca mais foi a mesma. A Nike estava preparada para se distinguir da concorrência. A imagem distinta que a marca Nike alcançou é como que uma garantia de glória para todos quantos aspiram a tornar-se estrelas do desporto. Ao longo dos anos, a Nike também cultivou um estilo de gestão altamente competitivo. As suas acções passaram a ser cotadas na Bolsa de Valores em 1980, e desde então a sua capitalização no mercado aumentou mais de 12 mil milhões de dólares.
Num par de sapatos de 100 dólares , o lucro do fabricante era cerca de 20 a 25 dólares. Depois de a empresa passar por um período difícil entre 1993 e 1994 devido a um plano de expansão o que levou à descida das vendas, a empresa reposicionou-se: " decidimos que éramos uma empresa de artigos desportivos e não apenas uma empresa de sapatos" - afirmou o presidente executivo da Nike, Phil Knight. A nova visão da Nike traduziu-se em contratos de publicidade e patrocínios que se destinavam a alcançar uma audiência desportiva mais vasta, patrocinando assim atletas individuais, tais como: Tiger Woods ( golfe ) e Michael Jordan ( NBA ) que são duas das principais vedetes da Nike. A Nike promoveu a mensagem de que todos nós podemos ser atletas, à nossa maneira e ao nosso próprio nível de esforço. A associação dos produtos era um factor crítico para a estratégia de marca da Nike. (Just do It)
Em 1997, durante o terceiro trimestre, as vendas da Nike desceram em cerca de 8% levando ao aumento de stocks em armazém. Já no quarto trimestre a Nike enfrentou outros problemas lavado a cabo por grupos de protesto nos EUA, em que organizaram várias manifestações contra a Nike, por esta recorrer a mão-de-obra barata de países em vias de desenvolvimento, alegações de pagamentos de salários miseráveis, de intimidação dos trabalhadores e de utilização de trabalho infantil, que assombraram a Nike por muito tempo. A empresa reagiu às críticas através de várias medidas defensivas para contrariar as acusações, procurando proteger a imagem pública da empresa. Ligou-se ao Apparel Industry Partnership, um novo grupo empresarial constituído por fabricantes de roupa, que têm como objectivo reforçar um código de conduta industrial nas fábricas fora dos E.U.A. Esta decisão fez com que o relacionamento da Nike com alguns fornecedores da Indonésia se agravasse, porque eles decidiram não aderir ao código de conduta da Nike, o que levou à introdução de penalizações para todas as outras fábricas que não obedecessem aos padrões e regras da empresa. As tentativas de destruição da Nike continuaram, foi acusada de actividades ilícitas e de subornos enquanto tentava entrar no mercado de futebol. O Mundial de 1998 veio reavivar o marketing da Nike que patrocinou equipas completas, originando assim uma competição entre a Nike e a Adidas. A Adidas com as Botas Predator Acelerator, enquanto que a Nike contra atacava com as  Mercurial, desenhadas para a estrela brasileira de futebol Ronaldo. Esta luta ilustrou a filosofia que transformou a Nike numa marca formidável. A esperança da Nike era que: " Ronaldo jogasse na final do Mundial de Futebol e que marcasse um golo... com as nossas botas ". De facto Ronaldo esteve na final, mas desapontou tudo e todos. Não só não marcou golos mas também perdeu o jogo com o país anfitrião, a França. Perante a saturação dos mercados tradicionais – o basquetebol e o jogging – a Nike procurou novos campos desportivos, virando-se para o futebol, elegendo-o como um dos seus desportos principais, fazendo assim um contrato de 10 anos com a equipa brasileira e entregou 120 milhões de dólares à Federação de Futebol do E.U.A. para patrocinar a equipa norte-americana, tendo em vista divulgar este desporto nos E.U.A., para mais tarde tirar partido disso. A publicidade da Nike centra-se na paixão pelo desporto, o slogan " JUST DO IT " transmite essa ideia, recentemente a Nike optou pelo slogan " I CAN " para reforçar a paixão da Nike.
 
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